Vermelho faz teatro tradicional irradiar

Em um bate-papo informal depois da peça Vermelho, da qual é protagonista, Antônio Fagundes disse que antes dessa obra tinha resistência em aceitar pintores que exigem a leitura de “oito livros para serem entendidos”.

Pois Vermelho também exige alguma leitura. Nada tão profundo, mas vale a pena dar uma olhada na Wikipédia nos verbetes de Mark Rothko, que é o foco da peça, Expressionismo Abstrato, Jackson Pollock, Michelangelo e Picasso.

Ou chegue um pouco mais cedo para ler o folheto. Ali há sucintas explicações dos movimentos, artistas e obras citadas na peça. Essas mesmas informações estão expostas na parede da antesala do teatro. Assim, você não perderá o prato principal da obra, que são as discussões de história da arte. Continue reading “Vermelho faz teatro tradicional irradiar” »

Livro Occupy, um lançamento de R$ 10

O fato mais marcante do ano passado foi sem dúvida a série de protestos que tomou o mundo. Seja na Primavera Árabe ou com as ocupações que chegaram até o Brasil, 2011 foi um período de revoltas.

Por mais que as ocupações tenham acontecido debaixo do nariz ocidental, parece que a Primavera Árabe foi mais analisada e entendida. Pudera, as revoltas que tomaram conta do Oriente Médio e que até hoje tem eco na Síria tem objetivos mais claros e um maniqueísmo mais fácil de entender. Sim, os ditadores são malvados e o povo merece ter liberdade nesses países.

Mas e a outra parte do ano revoltado, quando a entenderemos? Continue reading “Livro Occupy, um lançamento de R$ 10” »

[Festival de Curitiba] Rosa, um teatro em mono

Primeiro ponto a ser destacado do monólogo Rosa: a memória da atriz Debora Oliveri.

Sério, são toneladas de texto entoadas de forma semimonocórdica (explico ali na frente) nesse espetáculo de uma hora e meia.

A personagem fica sentada praticamente o espetáculo inteiro (se levanta uma vez) e não para de falar. Só pausa para tomar um copinho d’água algumas poucas vezes.

Mas isso não significa que a interpretação de Oliveri é ruim. Pelo contrário, esse é justamente o segundo ponto mais forte da obra. Continue reading “[Festival de Curitiba] Rosa, um teatro em mono” »

Espetáculo de dança relembra 40 anos de companhia mineira

Não sei se é porque assisti muito recentemente o documentário Pina, mas o espetáculo  Tudo que se torna um me lembrou um pouco o estilo da bailarina alemã. Apresentado ontem pela Companhia de Dança Palácio das Artes no Sesc Vila Mariana, o show fez uma síntese dos 40 anos da história do grupo mineiro.

Continue reading “Espetáculo de dança relembra 40 anos de companhia mineira” »

Medianeiras fala de amor em Buenos Aires

Tem gente dizendo que o filme argentino Medianeiras bebe do cinema francês para contar uma história de amor.

Só para quem acha que  cinema francês é Amelie Poulain. Medianeiras pega seus enquadramentos e argumentos do cinema romântico (com neurônios) dos EUA.

Além de Woody Allen – que chega a aparecer em uma cena com um dos seus filmes antigos -, dá para notar um ar de filmes como 500 Dias com Ela em Medianeiras. Continue reading “Medianeiras fala de amor em Buenos Aires” »

Amizade Colorida

A Thais Mizuno queria muito ir ver este filme. Sendo mais uma comédia hollywoodiana, porém tendo Justin Timberlake & Mila Kunis, fiquei aprensivo. The Social Network & Cisne Negro. Apesar de terem sido altamente criticados, gostei da atuação de ambos e o trailer é um tanto quanto “engraçado”.

Bem quem ler, apertar para ler mais, ou continuar lendo, spoiler, a seguir.

Continue reading “Amizade Colorida” »

Dennis Ritchie morreu

Neste alvoroço todo da morte do Steve Jobs, não havia notado que Dennis MacAlistair Ritchie (dmr,  9 de setembro, 1941 — 12 de outubro, 2011)  morreu. 

Muitos não imaginam a importância que ele teve para o mundo da informática. Ritchie foi o criador da Linguagem C e co-criador do Sistemas Unix.

Na verdade, diria que em termos de informática, ele foi muito mais importante que a morte mais retuitada da história. Ambos as duas criações influenciaram não só Steve Jobs, mas também Bill Gates e toda a industria da informática até hoje.
Continue reading “Dennis Ritchie morreu” »

Macacos me Mordam traz choques vigorosos no Sesc

Cena da peça Macacos me Mordam

A necessidade tão masculina de disputar é o tema central da peça Macacos me Mordam, em cartaz no curioso espaço Beta do Sesc Consolação. Continue reading “Macacos me Mordam traz choques vigorosos no Sesc” »

Review de Meu País (ou #meupais)

Vi no Twitter que a hashtag #meupais (referente ao filme Meu País) está nos trending topics.

Aí lembrei que além da discussão sobre os hormônios femininos à flor da pele na estreia, publiquei uma resenha no R7 sobre o fime em si.

Se tiver algo a acrescentar/discordar/elogiar, vá em frente.

Oxigênio encena manias russas

Oxigênio é a terceira obra de teatro seguida que vejo que tem conteúdo explícitamente meta-línguístico. Antes assisti Hamelin e O Veneno do Teatro. Tendência ou coincidência?

O que não parece ser coincidência é que Oxigênio, feita a partir do texto do russo Ivan Viripaev tenha tons tchekovianos na montagem. Estou longe de ser um profundo conhecedor do teatro russo, mas fato é que as companhias brasileiras gostam de salpicar um tom pessoal/coloquial nas peças de russos. Continue reading “Oxigênio encena manias russas” »