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		<title>Dinheiro público e abandono social</title>
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		<pubDate>Sat, 19 May 2012 11:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devanir Amancio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A calçada da Secretaria Municipal de Finanças, no centro de São Paulo, onde um morador de rua se protege do frio deitado dentro de um saco preto, na segunda-feira (14), simboliza a degradação social e política, levando em conta os &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/dinheiro-publico-abandono-social/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8155.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5663" title="100_8155" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8155-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a>A calçada da Secretaria Municipal de Finanças, no centro de São Paulo, onde um morador de rua se protege do frio deitado dentro de um saco preto, na segunda-feira (14), simboliza a degradação social e política, levando em conta os últimos escândalos de corrupção envolvendo gente graúda da administração pública federal e municipal.<span id="more-5661"></span></p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8157.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5664" title="100_8157" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8157-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a><br />
O dinheiro desviado pelo superfaturamento de obras públicas e distribuição de propina poderia resolver parte desse grande problema social.<a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8154.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5662" title="100_8154" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8154-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a></p>
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		<title>Bad sex and the city</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 11:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Blumenthal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Um casal se desentende. Os motivos são pesados e envolvem o diário da amiga da menina, que diz que ela tem que parar de reclamar do namorado e terminar logo com ele. O diário é descoberto e o cara, lógico, &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/bad-sex-city/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um casal se desentende. Os motivos são pesados e envolvem o diário da amiga da menina, que diz que ela tem que parar de reclamar do namorado e terminar logo com ele. O diário é descoberto e o cara, lógico, depois dessa quer terminar tudo.</p>
<p>Ela vai até a casa do cara, que nunca tinha ido antes, pede desculpa, diz que o diário da amiga não representava o que ela mesma pensava. Ele torce o nariz, mas cede. E vão pra cama. No que era para ser o clímax da relação em que os dois estão ali, nus e cavalgando um sobre o outro, ela tem um troço, bate a cabeça na cama de cima da beliche e diz que não, eu não quero mais ficar com você.</p>
<p>Historinha contada de uma amiga pra outra na faculdade? Talvez. Mas mais do que isto, o seriado Girls, nova aposta da HBO, recém-lançada nos Estados Unidos, apresenta uma nova versão da historinha, uma nova versão das amigas e, principalmente, uma nova versão do relato, do como contar aquele ataque histérico de &#8220;quero ficar com você, não quero ficar com você&#8221;.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/FOTO-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5647" title="FOTO 1" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/FOTO-1.jpg" alt="" width="600" height="448" /></a></p>
<p>A cena que contei mais acima aconteceu no episódio do último domingo. Foi criada pela mente de Lena Dunham, a nova garota prodígio da mídia americana. Ela tem 26 anos, é judia e seu currículo é recheado. Recheado de pequenas produções independentes, como o filme Tiny Furnitures, de 2010. Nascida em Nova York, ela usa o cenário da cidade, especialmente em Manhattan e no Brooklyn, para preencher os espaços de quatro garotas naquela fase em que a Capricho expõe na capa: &#8220;acabou a faculdade! E agora?&#8221;.<span id="more-5645"></span></p>
<p>Não são meninas losers, como alguns críticos se apressaram em afirmar nos primeiros episódios. A personagem de Lena, Hannah, só tinha um estágio não remunerado em uma editora de livros, mas mora em um bairro legal do Brooklyn &#8211; o badalado Greenpoint &#8211; é inteligente, bonita e tem todo o tipo (e as frases) que qualquer outra menina quer imitar ou parecer igual. Se os pais dela estão cortando a &#8220;mesada&#8221;, não temos aqui o retrato da loser. Mas da nova composição demográfica dessa geração que acaba de se formar em uma faculdade ou acaba de sair do mestrado, mas precisa do dinheiro dos pais pra pagar o apartamento legal a duas estações de metrô de Manhattan.</p>
<p>Se Shoshanna é virgem, se Marnie tem um namorado coxinha e se Jessa completa o quarteto das personagens vivendo de babá, não há uma derrota nessa geração. Se o quadro pintado por Sarah Jessica Parker em Sex and the City era de mulheres independentes, empregadas e que podiam viajar a Dubai, como acontece nos filmes-catástrofes recentes da série, era de reflexo dos ideais feministas de algumas décadas, aqui a tinta derreteu ou se deteriorou com tempo. E em tão pouco tempo.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/FOTO-2.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5648" title="FOTO 2" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/FOTO-2.jpeg" alt="" width="640" height="436" /></a></p>
<p>A deterioração dos valores feministas não é hoje, a meu ver, uma derrota das mulheres. Não é uma vitória dos homens. Quem ainda vive nesse mundo que coloca os dois lados em combate?</p>
<p>Há um princípio meio básico em literatura que diz que, quando você fala de seu mal, você o supera. Se o narrador conta a sua dor, ele a expõe e a ultrapassa. O professor loser de Lolita deixa de ser ridículo e deixa de ser loser quando conta tudo em detalhes sua paixão doentia pela garotinha. Em Girls é a mesma coisa. Se Lena Dunham, via Hannah, mostra como ela está acima do peso, como suas amigas são frustradas, como está ficando sem grana e como morar no Brooklyn está ficando caro demais, o espelho, mais do que refletir, engrandece. Narciso ensinou isso.</p>
<p>Se Hannah se corrompe e se vicia a um sexo meio baixaria com o cara que não é seu namorado, a subversão dos valores recai sobre uma visão mais careta e ortodoxa do sexo, onde o homem é quem dá as cartas e a mulher faz o que ele quer. Hannah não tira fotos na privada fazendo biquinho &#8211; Hannah fica imóvel no quarto enquanto o cara se masturba, por ordem e imposição do mesmo. O rodopio social desse erotismo, enquanto expõe a mulher como presa na teia de aranha, manipula e destrói com o poder do sarcasmo o discurso feminino mais machista e mais arraigado do homem americano e, por que não, mundial. Mandar fotinhos e ficar com nojinho na hora H não é do perfil de Hannah.</p>
<p>Watch and learn, Carol Dieckmann.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/0QyyuM3CzSs" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
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		<title>Brainwashed by Mr. Brainwash</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Arbolave</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>

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		<description><![CDATA[No meu passeio pela SP Arte, ganhei muitas revistas especializadas. Achei ótimo, pois só conhecia duas (Casa Claudia Luxo e Continuum). Uma das descobertas foi a ARTE! Brasileiros e, numa rápida folheada, uma matéria me cativou. O título era &#8220;O &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/brainwashed-mr-brainwashed/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/sp-arte-nao-e-so-para-quem-vai-comprar-obras/">No meu passeio pela SP Arte</a>, ganhei muitas revistas especializadas. Achei ótimo, pois só conhecia duas (Casa Claudia Luxo e Continuum). Uma das descobertas foi a ARTE! Brasileiros e, numa rápida folheada, uma matéria me cativou. O título era &#8220;<a href="http://www.revistabrasileiros.com.br/2012/04/13/o-universo-eletrizante-de-mr-brainwash/">O universo eletrizante de Mr. Brainwash</a>&#8220;. Mas, frase após frase, comecei a ficar chocada com tanta ingenuidade.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/30brainwash6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5635" title="30brainwash6" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/30brainwash6.jpg" alt="" width="500" height="333" /><span id="more-5631"></span></a>Pessoas excêntricas existem por toda parte. No meio artistico, mais ainda. E o francês Mr. Brainwash é um deles. Mas é só <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mr._Brainwash">procurar na Wikipedia</a> para olhar com uma certa desconfiança o que ele faz &#8212; principalmente se for escrever uma matéria. Copio um trecho (sim, da Wikipedia):</p>
<p><em>&#8220;Unlike Banksy, who is shown in the film creating his own work, Guetta states in the film that his work largely consists of &#8220;scanning and photoshopping,&#8221; acts which are carried out by hired assistants. Guetta further admits that most of the actual artistic process is carried out by hired graphic designers to whom he describes his ideas.&#8221;</em></p>
<p>Detalhe: tem um subtítulo chamado &#8220;Mr. Brainwash speculation and theories&#8221;.</p>
<p>O começo da carreira de Mr. Brainwash é retratado no filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=a0b90YppquE">Exit through the gift shop</a>, do famoso grafiteiro britânico <a href="http://www.banksy.co.uk/">Banksy</a>, que vive no anonimato. O filme começa sendo um documentário que um cara francês (Thierry Guetta) faz sobre street art. Mas tem uma hora que a trama muda de foco e, de repente, gira em torno dele, que, depois de tanto acompanhar artistas de rua percebe que ele também pode fazer arte. É só criar um estilo próprio, um nome marcante (Mr. Brainwash) e pronto. E não é que deu certo?</p>
<p>O próprio Banksy lança o Mr. Brainwash no mundo da arte. <em>Se o maior grafiteiro do mundo está falando que esse cara é bom, ele deve ser bom</em>, é o que a crítica deve ter pensado. Pouco tempo depois, o novo talento começou a fazer exposições e a vender as suas obras por preços milionários.</p>
<p>Uma das coisas que você começa a se questionar depois de assistir o filme é a lógica do mercado de arte. Uma das teorias que circula por aí é que Mr. Brainwash é uma criação do Banksy para colocar em evidência algumas coisas absurdas, como o fato de um cara que copia tudo e faz qualquer besteira de repente é uma estrela, que vende suas obras por valores estratosféricos.</p>
<p>Imagino que, quem nunca viu o documentário e olha para as obras dele, deve realmente considerá-lo um artista atual interessante. Bem, músicos famosos como Maddonna e o grupo Red Hot Chilli Peppers têm procurado o artista para fazer as capas dos seus discos. Ele realmente engana bem &#8212; faz um bom brainwash nas pessoas.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/MrBrainwashMadonna.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5637" title="MrBrainwashMadonna" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/MrBrainwashMadonna.jpg" alt="" width="580" height="581" /></a></p>
<p>A matéria sobre este polêmico francês me lembrou <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/ulysses-uma-aventura-muito-louca/">o que o Thiago falou recentemente</a>, sobre engolir tudo o que os artistas falam sem questioná-los. Faltou senso crítico, faltou parar e pensar &#8220;peraí, algo tá estranho&#8221;, faltou apuração (no mínimo, olhar na Wikipedia). E se é um personagem tão caricato e surpreendente, que participou de um filme que foi indicado ao Oscar, pô, assiste o filme antes de escrever a reportagem! Copio o primeiro parágrafo:</p>
<p><em>&#8220;A movimentação no Bass Museum durante a Miami Art Bassel era intensa. Sabe-se que Mr. Brainwash &#8212; pseudônimo do artista francês Thierry Guetta, que mora em Los Angeles &#8212; é capaz de criar, em um passe de mágica, uma exposição com pinturas, gravuras, esculturas e tudo o mais que lhe vier à cabeça, como a mostra Love is the Answer. Mas pouca gente sabe que esse artista multiplicador de ideias é capaz de atender colecionadores, imprensa, fotógrafos e ainda opinar sobre a montagem da exposição numa mesma fração de minuto. Eu vi e quase não acreditei.&#8221;</em></p>
<p>Não há como provar que Mr. Brainwash é uma farsa. Talvez ele seja real e eu estou completamente errada neste post. Mas também não dá para olhar para ele com tanta ingenuidade.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/mr-brainwash-prints-mona-lisa.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5636" title="mr-brainwash-prints-mona-lisa" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/mr-brainwash-prints-mona-lisa-757x1024.jpg" alt="" width="584" height="789" /></a></p>
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		<title>Autoestima de gari</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devanir Amancio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Gilberto Kassab]]></category>
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		<description><![CDATA[Os garis comemoraram seu dia, 16 de maio, ainda sob o efeito da Virada Cultural &#8211; com a autoestima lá em cima &#8211; quando ganharam, pessoalmente, parabéns do Prefeito Gilberto Kassab pela limpeza no centro de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_5657.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5654" title="100_5657" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_5657-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a>Os garis comemoraram seu dia, 16 de maio, ainda sob o efeito da Virada Cultural &#8211; com a autoestima lá em cima &#8211; quando ganharam, pessoalmente, parabéns do Prefeito Gilberto Kassab pela limpeza no centro de São Paulo.</p>
<p><span id="more-5653"></span>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/autoestima-de-gari/100_8208/' title='100_8208'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8208-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8208" title="100_8208" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/autoestima-de-gari/100_5728-2/' title='100_5728'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_5728-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_5728" title="100_5728" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/autoestima-de-gari/100_8210/' title='100_8210'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8210-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8210" title="100_8210" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/autoestima-de-gari/100_5657/' title='100_5657'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_5657-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_5657" title="100_5657" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/autoestima-de-gari/100_8203/' title='100_8203'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8203-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8203" title="100_8203" /></a>
</p>
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		<title>NO estrangeiro – NÃO estrangeiro</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>trilhos_urbanos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[experiência da arte]]></category>
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		<category><![CDATA[Memorial da América Latina]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Juan Tellategui* Muitas vezes as correntes de pensamento vindas das artes, das teorias das artes ou da filosofia acabam se compreendendo aos poucos por alguns setores das sociedades mais inquietos. Hoje está muito em voga incorporar à cotidianidade algumas delas, &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/estrangeiro-%e2%80%93-nao-estrangeiro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Juan Tellategui*</strong></p>
<p>Muitas vezes as correntes de pensamento vindas das artes, das teorias das artes ou da filosofia acabam se compreendendo aos poucos por alguns setores das sociedades mais inquietos. Hoje está muito em voga incorporar à cotidianidade algumas delas, como forma de ter no estilo de vida “uma visão poética”. Um olhar “intencionado” sobre aquilo (objeto de arte) que “nos interessa”. Uma das ultimas tendências tem a ver com se sentir alheio de tudo, quer dizer, entender a cada “objeto”, seja ele animado ou inanimado, como um estrangeiro, estrangeiro de nós. Assim como também o nosso próprio corpo é alheio e estrangeiro de nós.</p>
<p>É uma magnífica estratégia para que cada vez mais pessoas possam ser atingidas pela inenarrável experiência de ter uma relação de interpelação com uma obra de arte, ao menos uma vez. A necessidade comunicativa, que vem incorporada no nosso DNA de humanos, é quem nos obriga, de alguma forma, a tentá-lo. Só que não nos detemos a refletir na profundeza que carrega essa imagem, a do estrangeiro, para nos aproximar à experiência.</p>
<p><span id="more-5615"></span>Se estivermos no estrangeiro, não teremos alternativa. Entraremos em contato quase de forma obrigada, com outra língua, outros costumes, outra cultura, que pode ser mais ou menos próximas às nossas. Mas sempre, mesmo que inconscientemente, alguma coisa vá expressar e também decodificar a semiótica <em>(estudo de todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas de signos, isto é, sistemas de significação)</em> dos gestos, das intenções da fala e ainda palavras de um idioma que não conhecemos. Coisa que já temos experimentado uma infinidade de vezes quase sem perceber, como diz a velha e muito conhecida frase:<em> “Um olhar fala mais do que cem palavras”.</em></p>
<p>Esse encontro com o estrangeiro estabelece pelo menos dois de alguns possíveis pressupostos.</p>
<p>Um deles é a relação do que eu chamo de <strong>aproximação impune</strong>. Isto é, aceitar de fato que esse encontro sucederá de qualquer modo. Assim, baixamos algumas barreiras de resistência (que todos nós temos) e logo nos abrimos ao encontro no encontro. Trata-se de uma abertura à confiança, para se aproximar àquele “estrangeiro”, sem prejuízo, é dizer, juízo prévio, ou seja, sem preconceito. Finalmente se deixar contaminar por aquilo que não conheço, nem tenho por que conhecer de antemão, “o estrangeiro”. E nessa aproximação poder perceber o seu universo. Outras realidades possíveis, alternativas, que me fazem refletir, nesse dialogo, a minha própria realidade.</p>
<p>A outra relação seria a do<strong> afastamento idealista ou científico</strong>. Quando falei anteriormente que eu posso ser estrangeiro de mim, me referia à velha oposição entre sujeito e objeto do idealismo onde o próprio Eu é o objeto para o sujeito (Eu). Isso é estabelecer aquela distancia que possibilita ver as coisas com mais clareza. Um olhar de outra natureza, distante, e talvez com frieza analítica. Afastando-me posso distinguir o geral de certa quantidade de informações que aparecem como dados, sensações, emoções, e muita coisas mais, da primeira relação “impune”.</p>
<p>A partir desses dois tipos diferentes de contato se estabelece o diálogo, onde posso perguntar-lhe a uma obra de arte coisas como: Por que tem essas cores? Por que essa distribuição no espaço? Por que essas formas? Por que esses sons, ou esses silêncios? E com certeza cada “estrangeiro” com quem façamos contato vai ter as suas próprias perguntas.</p>
<p>Ou seja, por tudo o que me chama atenção, por tudo aquilo que é uma estranheza para mim é por onde a obra estabeleceu a sua primeira fala comigo. Claro que, é um exercício como qualquer outro e precisa de sua repetição para chegar à prática.</p>
<p>Em cada encontro “intencionado” com esse estrangeiro, mediado pela relação de <strong>aproximação impune</strong> e de<strong> afastamento idealista</strong> vamos mergulhando no mundo proposto pelo artista, à cosmogonia de onde estabelece seu contato comunicativo conosco, e é importante pensar que tudo é proposital e nada por acaso.</p>
<p>Outras alternativas seriam: se situar como se estivesse no estrangeiro, ou seja tudo é estrangeiro a mim, e a outra é receber no meu ambiente ao estrangeiro. Essas são sempre formas de situar-se, para virar mais complexo o diálogo, onde eu estou parado para falar.</p>
<p>Agora falta só uma provocação para começar a experimentar. Sugiro aproveitar a última semana, prorrogada, da exibição dos Painéis “Guerra” e “Paz”, de Portinari, trazidos da sede da ONU em Nova York e expostos em São Paulo pela primeira vez. E que tenhamos todos uma boa viagem!</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/Guerra_Paz-768x1024.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5621" title="Guerra_Paz-768x1024" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/Guerra_Paz-768x1024.jpg" alt="" width="768" height="1024" /></a></p>
<p><strong>Serviço</strong></p>
<p>Onde: Memorial de America Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664  - Barra Funda – São Paulo)<br />
Quando: de terça a domingo de 9h às 18h<br />
Quanto: Entrada Franca<br />
Informações: tel. (11) 3823-4600 e <a href="http://www.memorial.org.br/">www.memorial.org.br</a></p>
<p>Leia outros posts de Trilhos Urbanos sobre a exposição Guerra e Paz <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/02/arte-como-curiosidade-barata/">aqui</a> e <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/04/guerra-paz-tem-fila-apesar-dos-pesares/">aqui</a>.</p>
<p>* Juan Tellategui é ator argentino. Atualmente mora em São Paulo</p>
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		<title>Street Dance tem muito o que conversar com a dança contemporânea. Recíproca é verdadeira</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 11:32:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Varella</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[break]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[discípulos do ritmo]]></category>
		<category><![CDATA[hip hop]]></category>
		<category><![CDATA[popping]]></category>
		<category><![CDATA[Sesc Bom Retiro]]></category>
		<category><![CDATA[street dance]]></category>
		<category><![CDATA[Urbanóides 2.0]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto de street dance. Sinto uma grande simpatia por esse estilo, que surgiu no subúrbio não se sabe como nem por que, mas consegue representar e agradar as mais diversas periferias ocidentais (bom, todo o hip hop faz isso, na &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/urbanoides-2-0-mostra-street-dance-carente-de-danca-contemporanea/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/h0UKU0Pv0Ag" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Gosto de street dance. Sinto uma grande simpatia por esse estilo, que surgiu no subúrbio não se sabe como nem por que, mas consegue representar e agradar as mais diversas periferias ocidentais (bom, todo o hip hop faz isso, na real).<span id="more-5387"></span></p>
<p>Um grave problema da street é a falta de porosidade a outros estilos artísticos. Pudera, como ela é praticada por gente que é alijada da sociedade, como se fossem pessoas de segunda classe, a resistência a qualquer tipo de interferência é compreensível.</p>
<p>A consequencia desse rechaço é que a street tem movimentos muito parecidos há anos e são raros os grupos que conseguem montar um espetáculo de dança pronto para palcos ou disputar editais públicos. Mesmo aqui em São Paulo, um dos pólos do hip hop do país, são raros os grupos.</p>
<p>Uma das poucas companhias que conseguiu dar um passo adiante é a Discipulos do Ritmo, que apresentou o espetáculo <em>Urbanóides 2.0</em> há pouco mais de duas semanas no Sesc Bom Retiro.</p>
<p><a style="font-style: normal; line-height: 24px; text-decoration: underline;" href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/04/urbanóides.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5389" style="background-image: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; background-color: #eeeeee; margin-top: 0.4em;" title="urbanóides" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/04/urbanóides.jpg" alt="" width="600" height="302" /></a></p>
<div><span style="color: #1b8be0;"><span style="text-decoration: underline;"><br />
</span></span>A intenção é representar os problemas das tecnocracias e do trabalho, que desumanizam a todos. Para isso, os bailarinos abusam do estilo popping (que envolve a contração brusca do corpo) para gerar um efeito &#8220;robótico&#8221;.</div>
<div>A performance é satisfatória em termos de acrobáticos. Houve momentos em que a plateia vibrou com a evolução dos artistas, coisa rara de se ver em um espetáculo de dança. Talvez a dança contemporânea tenha uma ou duas lições a aprender com os Discípulos do Ritmo.</div>
<div>
<p>Porém, Urbanóides também poderia ser aprimorada com uma dramaturgia mais refinada. Fazer os atores ficarem sorrindo sem a gravata repressora e sérios com ela é ingênuo. Básico demais. Em temáticas batidas, a arte deve ter lutar contra o senso comum.</p>
<p>Em comparação com outros espetáculos do gênero, há um claro avanço na tentativa de trabalhar com luz, figurino, música com remix original e adequado à coreografia, etc.</p>
<p>Os Discípulos do Ritmo propuseram um passo adiante há muito necessário para a Street Dance.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/CN31V3wxLyw" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
</div>
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		<title>Artistas de rua querem vez e voz na Virada Cultural</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 11:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devanir Amancio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[Esquina famosa inspira plágio: &#8220;Alguma coisa acontece nos meus pés quando cruzo a Ipiranga com a avenida São João&#8221;. Na Virada Cultural das celebridades, os artistas sem-palco dão um show à parte e pedem participação no evento. Na esburacada esquina &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8000.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5576" title="100_8000" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8000-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a></p>
<p>Esquina famosa inspira plágio: &#8220;Alguma coisa acontece nos meus pés quando cruzo a Ipiranga com a avenida São João&#8221;.<span id="more-5571"></span></p>
<p>Na Virada Cultural das celebridades, os artistas sem-palco dão um show à parte e pedem participação no evento.</p>
<p>Na esburacada esquina da Ipiranga com a avenida São João não teve a dupla Caetano Veloso &amp; Gilberto Gil. Quem brilhou foi o grupo equatoriano Reylis. Dançou em buracos, interagiu com o público, foi aplaudido e vendeu muito CD.</p>
<p>Janete Maígua sugere que o futuro prefeito de São Paulo faça uma Virada Cultural inclusiva, onde os artistas de rua tenham vez e voz. Janete ainda defende a realização de &#8216;viradinhas&#8217; na periferia. Segundo ela, várias viradinhas culturais durante o ano iriam alegrar o povo e garantir o ganha pão do artista de rua.</p>
<p>O aposentado Abel da Costa tem uma certeza: &#8220;Eu não me chamo Abé se em pouco tempo não batizarem a Virada Cultural. Devem estar esperando morrer um político famoso para pôr o nome: virada cultural fulano de tal. Nessas viradinhas, escute só, vai ser a mesma coisa. Os vereadores vão brigar para dar nomes.&#8221;</p>

<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_7999/' title='100_7999'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_7999-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_7999" title="100_7999" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_7995/' title='100_7995'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_7995-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_7995" title="100_7995" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_8002/' title='100_8002'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8002-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8002" title="100_8002" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_7983/' title='100_7983'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_7983-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_7983" title="100_7983" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_8000/' title='100_8000'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8000-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8000" title="100_8000" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/artistas-de-rua-querem-vez-voz-na-virada-cultural/100_7984/' title='100_7984'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_7984-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_7984" title="100_7984" /></a>

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		<title>SP Arte é também pra ver (não só pra comprar)</title>
		<link>http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/sp-arte-nao-e-so-para-quem-vai-comprar-obras/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 11:19:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cecilia Arbolave</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No sábado fui na 8a edição da SP Arte, no prédio da Bienal do Parque do Ibirapuera. Recomendo muito, mesmo para quem só quer ver as obras e não tem condições de adquirir nenhuma &#8212; como eu. O evento terminou ontem, &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/sp-arte-nao-e-so-para-quem-vai-comprar-obras/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No sábado fui na 8a edição da <a href="www.sp-arte.com">SP Arte</a>, no prédio da Bienal do Parque do Ibirapuera. Recomendo muito, mesmo para quem só quer ver as obras e não tem condições de adquirir nenhuma &#8212; como eu. O evento terminou ontem, mas fica a dica para as próximas edições.</p>
<p>As 110 galerias que expuseram na feira exibiram uma rica seleção de arte contemporânea, tanto de artistas mais desconhecidos do grande público como dos já consagrados, como Amilcar de Castro, Richard Serra, Adriana Varejão e Cildo Meirelles (só para citar alguns).</p>
<div id="attachment_5589" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_154424.jpg"><img class="size-large wp-image-5589" title="20120512_154424" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_154424-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">Obra de Amilcar de Castro</p></div>
<p><span id="more-5565"></span></p>
<div id="attachment_5590" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_154452.jpg"><img class="size-large wp-image-5590" title="20120512_154452" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_154452-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a><p class="wp-caption-text">Obra de Adriana Varejão</p></div>
<p>Durante o evento, assisti uma palestra do colecionador João Carlos de Figueiredo Ferraz, que em outubro do ano passado inaugurou em Ribeirão Preto o <a href="http://institutofigueiredoferraz.com.br/">Instituto Figueiredo Ferraz</a>, onde expõe o seu acervo de mais de 800 obras. Ele chamou a atenção para a importância dos colecionadores no Brasil, já que de acordo com ele, os museus não investem em arte contemporânea. A SP Arte prova essa relevância da iniciativa privada ao mostrar uma seleção valiosíssima de quadros, esculturas e fotografias reunida pelas galerias.</p>
<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175503.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5595" title="20120512_175503" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175503-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a></p>
<div id="attachment_5601" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_182314.jpg"><img class="size-large wp-image-5601" title="20120512_182314" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_182314-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">Escultura de Thiago Rocha Pitta, feita de tecido e cimento, que faz parte da Galeria Millan</p></div>
<div id="attachment_5598" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_181418.jpg"><img class="size-large wp-image-5598" title="20120512_181418" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_181418-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">Obra de Jardineiro Andre Feliciano, da Zipper Galeria</p></div>
<div id="attachment_5594" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175227.jpg"><img class="size-large wp-image-5594" title="20120512_175227" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175227-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;We can remember it for you&quot;, de Julieta Aranda</p></div>
<div id="attachment_5593" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175124.jpg"><img class="size-large wp-image-5593" title="20120512_175124" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175124-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Este texto retira e esvazia, irrevogavelmente, todo o caráter estético, simbólico, político e econômico de toda e qualquer coisa que se encontre ao seu redor num raio de 6 metros&quot;</p></div>
<div id="attachment_5609" class="wp-caption aligncenter" style="width: 594px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175035.jpg"><img class="size-large wp-image-5609" title="20120512_175035" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/20120512_175035-768x1024.jpg" alt="" width="584" height="778" /></a><p class="wp-caption-text">Escultura de Vanderlei Lopes</p></div>
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		<item>
		<title>Corrupção e lixo [&#039;todo mundo sabe que existe muamba no lixo&#039;]</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 11:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Devanir Amancio</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para Gaúcho da Carroça, dono do cão Bidu, a corrupção também está no lixo. Descrente da política, culpa os governantes e o povo pela sujeira: &#8220;A corrupção é uma desgraça, começa lá em cima e termina aqui embaixo. A gente &#8230; <a href="http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8138.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-5537" title="100_8138" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8138-1024x768.jpg" alt="" width="584" height="438" /></a> Para Gaúcho da Carroça, dono do cão Bidu, a corrupção também está no lixo. Descrente da política, culpa os governantes e o povo pela sujeira: &#8220;A corrupção é uma desgraça, começa lá em cima e termina aqui embaixo. A gente vai passando e alguém grita: Ei , chega aqui. Quer ganhar um dinheiro?&#8221;<span id="more-5535"></span><br />
&#8212; Dinheiro?<br />
&#8212; É! Um entulho para levar.<br />
&#8212; Mas vou jogar onde?<br />
&#8212; Joga num lugarzinho por aí.</p>
<p>O bacana já conversa com o dinheiro na mão.</p>
<p>Têm muitos carroceiros que aceitam, eu não faço muamba. Todo mundo sabe que existe muamba no lixo! E não é só carroceiro que faz muamba não. Eu não faço&#8230; Eu levo sofá para reciclar.&#8221;</p>

<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/100_8138/' title='100_8138'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8138-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8138" title="100_8138" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/100_8141/' title='100_8141'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8141-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8141" title="100_8141" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/100_8144/' title='100_8144'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8144-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8144" title="100_8144" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/100_8140/' title='100_8140'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8140-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8140" title="100_8140" /></a>
<a href='http://www.trilhosurbanos.com/index.php/2012/05/corrupcao-lixo-todo-mundo-sabe-existe-muamba-lixo/100_8146/' title='100_8146'><img width="150" height="150" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/100_8146-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="100_8146" title="100_8146" /></a>

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		<title>Ulysses: uma aventura muito louca</title>
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		<pubDate>Sat, 12 May 2012 16:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Blumenthal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[crítica cultural]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S.Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustrada]]></category>
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		<category><![CDATA[Marylin Monroe]]></category>
		<category><![CDATA[Samuel Johnson]]></category>
		<category><![CDATA[tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Ulysses]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>Esse seria o meu título fosse eu o editor da Companhia das Letras para a nova tradução da obra máxima de James Joyce, que chega às livrarias neste mês. À moda dos melhores filmes da Sessão da Tarde, Leopold e Molly Bloom e Stephen Dedalus fariam parte de uma turma que adora uma encrenca e se mete em grandes confusões.</div>
<p></p>
<div>Leio na Folha de S.Paulo deste sábado um extenso material sobre a tradução, sobre os cuidados que tomaram, sobre as traduções anteriores. Críticos foram entrevistados e consultados e uma entrevista foi realizada com o novo tradutor da obra: o professor Caetano Galindo. Tudo muito bem. Eu estava muito ansioso pra dar uma olhada nessa tradução, não como expert em Joyce, mas porque gosto do livro e discordo da visão que as pessoas têm de que é um livro difícil, hermético, feito só para críticos e especialistas. Diferentemente de Finnegans Wake, esse sim uma obra ilegível e feita para quem quer caçar pistas em um universo extra-linguístico, é verdade que Ulysses pode não ter a mesma fluidez narrativa de um Dickens ou de um Mark Twain, mas é um livro bem legal para quem nele se arrisca.</div>
<p></p>
<div></p>
<div id="attachment_5546" class="wp-caption aligncenter" style="width: 814px"><a href="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/marilyn-ulysses.jpg"><img class="size-full wp-image-5546" title="marilyn ulysses" src="http://content.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/05/marilyn-ulysses.jpg" alt="" width="804" height="910" /></a><p class="wp-caption-text">Marilyn, ensina pra eles um pouco sobre Ulysses, vai...</p></div>
</div>
<p></p>
<div><span id="more-5545"></span>Só que perdi a vontade neste sábado. Se a Companhia pretendia usar a matéria na Ilustrada pra alavancar o lançamento e fazer um buzz literário, o tiro foi no próprio pé. Em entrevista com o tradutor, que é professor da Universidade Federal do Paraná, leio o seguinte:</div>
<p></p>
<div><strong><em>Muita gente acha o livro chato.</em></strong></div>
<div><em>É claro que o livro é difícil, é complexo mesmo. Mas, se você estiver disposto a colocar ali o esforço que o livro pede, a recompensa é pura e simples diversão. O livro tem piada de peido, tem todo tipo de imoralidade e tosqueira. Tem bobagem a dar com o pau. Como disse Samuel Johnson [escritor inglês], só acha o &#8220;Ulysses&#8221; chato quem acha a vida chata.</em></div>
<p></p>
<div>Samuel Johnson, o escritor inglês, deve ter lido o Ulysses de outro planeta. Viveu e morreu no século 18, enquanto Joyce lançou seu livro em 1922. Se o tradutor se permitiu à piada, até por influência da leitura de Joyce, nem assim se explica. Além de ser sem graça, não dá liga. Por que Samuel Johnson? Que pegasse um outro nome ligado à história da Irlanda, de Dublin talvez.</div>
<p></p>
<div>Pior foi o repórter Marco Rodrigo Almeida sequer ter interrompido a entrevistado e perguntado &#8220;opa, Samuel Johnson? Como assim? Ele morreu antes, muito antes da publicação de Ulysses!&#8221;. Claro que (1) colocaria o entrevistado em uma fria e o jornalismo cultural de hoje, acostumado a tratar os artistas (incluo aí editores de livros) como amigões, jamais permitiria um troço desses e (2) mesmo que nunca tivesse ouvido falar em Samuel Johnson, ir à Wikipedia tomaria muito tempo. Ah, e eu esqueci que a Folha não gosta da Wikipedia. Já vi muito editor dando bronca em repórter quando viram a página da Wikipedia aberta. Eles confiam mais no repórter, que, por sua vez, confia no entrevistado e assim gira a roda da desinformação em nosso país.</div>
<p></p>
<div>Não gosto de parecer chatão, que fica no pé dessas coisas. Mas enquanto a Folha se vender como um jornal de qualidade, eu vou querer ler algo de qualidade. E enquanto a Companhia se vender como a melhor e mais influente editora brasileira, eu vou querer contar com uma tradução que saiba quem foi Samuel Johnson. E enquanto os intelectuais brasileiros (editores de livros, professores, tradutores jornalistas e afins) se venderem como tudo isso o que são, eu vou querer fugir deste lugar.</div>
<p></p>
<div>O Bloomsday, data em que Joyce encontrou sua Nora Barnacle e o dia que ele escolheu pro enredo do livro, está aí. Mês que vem, dia 16 de junho. Como comemoração, sugiro que a nova edição seja queimada no bar Finnegans, em Pinheiros. E que tragam os corpos do tradutor e do repórter (e do editor também) da Ilustrada para que todos juntos, em chamas, se realize um debate apropriado sobre dois temas: como essa nova tradução será recebida no inferno e como essa nova geração do jornalismo, que se diz tão antenada, acredita em tudo o que lê, ouve, vê.</div>
<p></p>
<div>Satã não inventou o jornalismo para ser tão ingênuo assim.</div>
<p></p>
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