Não quero ser o pontífice a decretar o fim de eras ou ponderar sobre o atual estado das coisas e sua consequente degradação. Nem quero ser a trombeta apocalíptica a vibrar com o fim seja lá do que for. Mas o videogame está morrendo.
Quando falo em “
videogame” aqui, me refiro à plataforma em que jogamos todas aquelas histórias, seja as que vivenciamos um cenário de guerra (como em MW3) ou as que nos sentimos na pele de um verdadeiro Indiana Jones (como na série Uncharted) ou, para voltar um pouquinho no tempo, as que nos fazem pular de plataforma em plataforma, enfrentando plantas carnívoras e outros inimigos incomuns (como o clássico Super Mario). Você escolhe – pode ser PS3, Xbox, Wii. Ou pode ser as mais antigas, o Snes ou o Mega Drive. Talvez até o Master ou o Atari. O que quero dizer é que o console, aquela caixa que você põe na tomada e insere o jogo, está morrendo.

Uncharted 3 aproxima o jogador de situações reais de aventura
Não sei se o João já levantou a bola aqui no Trilhos, mas já chegamos a rascunhar uma conversa nesse sentido. Assim como o computador desktop está virando uma raridade na casa das pessoas (não tenho um desde 2007), passou pelo laptop e agora chega à geração dos tablets, processo parecido, creio eu, devo acontecer no universo dos videogames.