[Virada Cultural] A gente quer inteiro e não pela metade

Trilha para este post 

A mais festejada inovação da Virada Cultural de São Paulo deste ano foram as barraquinhas de chefs consagrados vendendo comida de rua.

Ótima ideia dos organizadores. É um forma de avalizar a comida de rua, que é tão brasileira quanto nossos buffets por quilo. Continue reading “[Virada Cultural] A gente quer inteiro e não pela metade” »

Por uma nova agenda de inclusão social dos moradores de rua

Continuação dos textos A Cracolândia no círculo eleitoral e A corrida do ouro na Cracolândia


É hora de repensar o atendimento à população de rua em São Paulo. Nos cerca de 58 abrigos da Prefeitura existem banho, comida e cama, mas não têm o mais importante: formação humana integrada. Faltam recursos para uma programação socioeducativa nas tendas, albergues e centros de convivência. Teatro, música, dança, leitura, escrita e jogos lúdicos – além de terapia ocupacional – seriam meios eficazes para tirar da rua o cidadão flagelado. Continue reading “Por uma nova agenda de inclusão social dos moradores de rua” »

Rua do futuro Terminal de Ônibus Pinheiros é fechada para pedestres

As obras do futuro Terminal de Ônibus de Pinheiros avançam (até num ritmo acelerado, na visão de uma leiga como eu). E durante todas estas semanas, desde que escrevi aquele post, as condições para os pedestres não melhoraram. Ao contrário.

Mas na quarta-feira (2), ao sair da estação de metrô, me deparei com esta placa:

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Aplicativo da Virada Cultural ajuda a escolher os eventos

Fiquei sabendo no site Catraca Livre sobre um aplicativo da Virada Cultural para iPhone, Android e iPad. O evento tem uma programação enorme e às vezes é difícil escolher os eventos para ir. Portanto, um aplicativo pode ser útil.

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O nosso cotidiano burguesinho

Não tenho carro. Não sei dirigir e nunca peguei em um carro na vida. Quando fiz 18 anos, a principal ou única razão de eu não querer nada disso era o medo. Tremia só de sentar no banco do motorista, encarar um pedal ao lado do outro, aquela marcha que deveria ser trocada infinitamente, as buzinas no meu ouvido. E eu seria um caso daqueles, aliás bastante comuns, onde a falta de coordenação se uniria à insanidade no trânsito. Igual aquele desenho clássico da Disney, em que o Pateta se transforma no volante, com o adicional da incompetência. Eu, no alto da fúria, iria atropelar as pessoas dando ré, tamanha a falta de familiaridade com a marcha. Continue reading “O nosso cotidiano burguesinho” »

Fundo da fome, combate à pobreza em São Paulo

Cenas de pessoas matando a fome no lixo da cidade é uma dura e triste realidade

Em regiões limítrofes da Grande São Paulo – extremamente pobres e abandonadas pelos seus respectivos municípios – a situação de miséria de alimento e cultura é desesperadora. Atenta contra a dignidade, envolvendo prostituição de gente adulta e até crianças, em muitos casos, em troca de um prato de comida; um pacotinho de bolacha ou um chinelinho de dedo. Rendas e bolsas governamentais dificilmente chegam nas entranhas da pobreza -, onde os próprios governos desconhecem ou nunca quiseram compreendê-la. É neste sentido que a sugestão da presidente Dilma, que as creches abram aos sábados e domingos para o atender, especialmente, aos mais pobres, não pode ser esquecida e deveria ser defendida com seriedade pelos candidatos à Prefeitura de São Paulo. Vamos mais além. Por que não abrir nesses dias as Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e ensino fundamental para atividades culturais e para merenda. Continue reading “Fundo da fome, combate à pobreza em São Paulo” »

O alcance da flecha

Se ele acredita que pode piorar as pessoas ainda mais, então o diabo é um otimista.

A boutade de Karl Kraus com o diabo, com uma lógica quase dickensiana de mergulho na alma humana, não é gratuita e vale ser desmembrada. Ver-se capaz de tornar as pessoas piores do que elas já são equivale a um otimismo ingênuo ou tolo. As pessoas já são más o suficiente e nem o diabo pode piorá-las. O otimismo cria um jogo verbal porque o termo é carregado de algo positivo, quando piorar só pode ser negativo. Querer piorar é ser otimista: o bem e o mal (o positivo e o negativo) unindo-se na pele rubra de Satã. Em suma, nem o diabo pode salvar a humanidade, seja em via de redenção ou em via de condenação ao inferno. O inferno são os outros, não essa figura que tenta, em vão, nos redimir ou nos danar. Continue reading “O alcance da flecha” »

Calçadão antimendigo

Ninguém consegue  ficar de pé ou andar na calçada antimendigo. O primeiro ato do futuro prefeito de São Paulo deveria ser contra a discriminação, de amor pela cidade e de respeito pelas pessoas.

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F*Hits Shops modifica tela de cadastro após #46naoentra

O imperdível blog Shame on You Blogueira informa que a tela de cadastro de novos clientes do F*Hits Shops agora não pede tamanho do manequim.

Isso é consequencia, claro, de todo o forrobodó desta segunda-feira (23). Continue reading “F*Hits Shops modifica tela de cadastro após #46naoentra” »