Game On não vai responder a questão se game é arte ou não.
A exposição, que está no Museu da Imagem e do Som de SP, tem uma ideia de museu histórico, não como arte.
Shadow of the Colossus, o game usado como argumento de prova de que sim é videogame pode ocupar a mesma posição das outras sete formas de expressão artísticas, não está na mostra.
A Game On desperta uma forte nostalgia em quem joga videogame há algum tempo.
Logo na entrada, há fliperamas.
Os fliperamas viraram peça de museu. Literalmente.
Uma pena, porque o fliperama permitia competições com pessoas absolutamente desconhecidas e incentivava amizades cara a cara entre os jogadores.
Hoje com os videogames cada vez mais potentes, os fliperamas foram superados em hardware.
Mas não em sociabilidade.
O legal da Game On é que dá para desafiar qualquer um em qualquer plataforma por horas.
O povo que está indo visitar a exposição está com vontade de jogar.
Vantagem: Não precisa ficar comprando fichas.
*****
Prova de que a Game On está de olho no retrovisor é que não há menção de games sociais, como Farmville, ou de novos clássicos de dispositivos móveis, como Fruit Ninja ou Angry Birds.
O que não é necessariamente ruim.

Pingback: Game On em Brasília | Trilhos Urbanos