
A Copa de Mundo está chegando e somente uma campanha de salvação humana – exigindo das autoridades, políticas públicas – amenizaria o sofrimento das pessoas que moram nas ruas de São Paulo.
Reprimir os pobres sem-teto sem oferecer albergues e centros de acolhidas para que vivam com dignidade é uma política débil, equivocada. Como é equivocada, falha, a logística de distribuição de benefícios sociais atualmente na cidade de São Paulo. A ajuda dos governos simplesmente não chega aos que mais precisam.
O Ministério Público daria uma grande contribuição aos pobres se procurasse entender os critérios de ajuda aos necessitados com verbas municipais, estaduais e federais. Por que e como são excluídos desse direito?
Existe planejamento para ajudar os pobres?
É preciso pensar e colocar com urgência um novo modelo que fiscalize os benefícios sociais destinados aos pobres, mas que não chegam a eles indo parar nas mãos de pessoas espertas. O problema é sério e muito grave, em alguns casos, criminoso.
Afinal, quem são os ultra- pobres de nossa cidade? Como vivem? Onde moram?
Seria difícil para a Prefeitura encontrá-los?
A Prefeitura de São Paulo tem cadastrado os pobres sem documentos?
Sobre a questão procuraremos entender em andanças aos finais de semana pelas entranhas das paupérrimas periferias colhendo depoimentos.
O dinheiro público gasto com o social em São Paulo é um assunto espinhoso. Em diferentes situações envolve ONGs e políticos evitam comentar a questão – para não falar calabouço, o que seria provocação desmedida.
Não é a toa que o debate dos candidatos a prefeito de São Paulo na Band pareceu um jogo de compadres: eu amo São Paulo daqui, não sei lá o que dali, tapinhas nas costas.
Faltou indignação no debate da TV Bandeirantes frente aos grandes problemas que desafiam São Paulo.
Falta indignação na política.
Certamente a coisa esquentasse se um candidato pedisse uma auditoria na Praça das Artes – complexo cultural de mais 100 milhões de reais sendo erguido sem licitação, no Vale do Anhangabaú.
Se bem que a afronta à lei expressou-se por ‘notório saber’, segundo um secretário municipal à Folha de S. Paulo (29/5/2008 – Cotidiano C3).
Voltando aos moradores de rua espalhados pela cidade.
Algumas vias do centro têm ar de cemitério.
Doentes de álcool – mais precisamente do crack – transformaram bancos de coberturas de pontos de ônibus em albergues. São vistos até em coberturas de ônibus de regiões nobres como a esquina da avenida Cidade Jardim com Faria Lima .
Falam-se muito em intervenções de infraestrutura para a Copa do Mundo. O que precisa.
Como ficará São Paulo depois da Copa de 2014?
Além da euforia os pobres serão beneficiados em que?
- Ah, com as obras! Então vamos esperar.




























