No último sábado (4) participei da Virada Impressionista, no Centro Cultural do Banco Brasil (CCBB). Fui tarde, achando que ia ter menos gente, mas não adiantou nada. Peguei a van na rua da Consolação e cheguei no CCBB às 23h40. Quando vi a fila, confesso que cheguei a pensar em voltar pra casa e voltar outro dia, mais tranquila e mais descansada. Mas como já estava lá, decidi me arriscar.
A fila até que andava, mas devagar. Entre leituras do Piauí Herald e belos posts do site Photoshop Disasters no celular, consegui me distrair. Fiz amizade com uma conterrânea argentina, presenciei um encontro entre um médico e um paciente (e aquele momento constrangedor em que um não reconhece bem o outro) e tentei ajudar um homem que passou mal perto de mim (socorrido pelo já citado médico).
A minha vez de entrar no CCBB chegou às 2h. Acho que nem conseguia expressar muita felicidade pelos cansaço que sentia — os bocejos falavam um pouco mais alto. Mas a exposição “Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Museu d’Orsay” conseguiu abstrair um pouco meu sono. Enquanto olhava as obras de Monet, Renoir, Pissarro, Gauguin e Cézanne, entre outros, e lia as legendas, pensava que era uma mostra que valia a pena ser vista por uma cabeça um pouco mais lúcida.
Só achei estranha a circulação proposta pelo CCBB. Parecia um labirinto: ora havia de passar por escadas de emergência, ora pelos corredores habituais. O ápice foi na hora de chegar na última sala, no subsolo. Eu e mais quatro pessoas fomos literalmente parar na rua — o segurança explicou que era para voltar pela escada de emergência e descer mais um pouco.
Terminei meu passeio às 3h30, com direito a uma empanada de carne (cara, mas saborosa). Não esperava passar tantas horas na fila Virada Impressionista, mas o evento valeu a pena. Para quem não foi, recomendo a exposição, que fica até 7 de outubro.














Pingback: São Paulo é melhor que Nova York? | Trilhos Urbanos
Pingback: Arte de brincar junto | Trilhos Urbanos