
Nesta semana, um grupo de voluntários ingressa na Promotoria de Patrimônio Público e Cidadania e Promotoria de Inclusão Social do Ministério Público de São Paulo e na Defensoria Pública com um pedido para despejar a Vega/Inova Gestão de Serviços Urbanos de mais de cinco áreas públicas da região central de São Paulo.
Os espaços, bem localizados, usados comercialmente (de graça) pela empreiteira, serão requisitados para uso de refeitórios comunitários e ações de cidadania para atender moradores de rua. No caso da área da Praça da Bandeira, mães da Bela Vista e do antigo Hotel São Paulo, reivindicam a construção de uma creche, na rua do Glicério, um equipamento cultural com biblioteca comunitária.
A mesma empresa que hoje usa a área na Praça da Bandeira já foi despejada do local há cerca de 8 anos.
A petição pública, trata-se de um documento assinado por pessoas de diferentes credos religiosos e posições sociais – mobilizadas em favor do interresse coletivo.
Diante de qualquer tentativa para desqualificar ou livrar-se do despejo, é importante registrar que um ex-subprefeito que, por hora, pede para não ser citado, deu uma verdadeira aula para explicar – com riqueza de detalhes – como funciona a ‘logística política’ para ceder áreas públicas para empreiteiras de lixo na cidade.
Vale lembrar ainda que a Vega/Inova integra o lobby antisopão para proibir os sem-teto de se alimentarem na rua.




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