Smartphones e tablets são boas plataformas para jogos? Eles vão substituir os consoles? Eis a discussão que a indústria de jogos eletrônicos trava já há um bom tempo (com humilde participação deste blog aqui, aqui, aqui e aqui). Fato é que ninguém com um mínimo de bom senso pode cravar se os celulares vão substituir os videogames. Ainda é arriscado apostar em qualquer hipótese.
Uma boa forma de se tirar o estado da arte dos celulares é por meio de uma salutar lista de top 10. Como eu gosto de uma lista, bora ver os melhores aplicativos de jogos para celular em um ranking pessoal e arbitrário. Depois, algumas conclusões.
10. Asphalt 6: Adrenaline

Dizem que você sabe a qualidade de uma lista de dez melhores pela décima posição. Asphalt 6: Adrenaline, da Gameloft, não faz feio, embora todo o seu potencial fique comprometido por causa da falta de joystick – sim, aquele problema. Nesse jogo de corrida, o pedal do acelerador está permanentemente apertado. Ok, muita gente joga assim mesmo, mas tirar o pé é uma atitude básica que nos é negada nessa plataforma. É o que mais próximo dá para chegar de um game hardcore de corrida em um tablet. Especialmente se o seu tablet é um ipad 3 (novo ipad). Asphalt 6 está adaptado a resolução absurdamente alta do aparelho. Saiu o Asphalt 7 esses dias, mas eu não joguei.
Jogos do tipo corrida maluca (aka Mario Kart) podem ter um futuro promissor nos celulares, mas Sonic & Sega All-Stars Racing é ruim demais, apesar de ser o que há de melhor nessa subcategoria.
9. Wind Up Knight
Assim como os jogos de corrida só se viabilizam com aceleração automática, o personagem do único jogo decente de plataforma dos celulares está sempre andando para frente. Isso dá uma pitada de ação ao gênero. Não compensa nem de perto a liberdade tradicional de um bom jogo de plataforma, mas está valendo. A produtora de Wind-Up Knight, Robot Invader, foi esperta e montou uma simpática temática em cima dessa limitação, com um carismático boneco de corda. O que prejudica o jogo é o esquema freemium. Para avançar sem pagar (e sem pirataria), tem que fazer uma limpa nos itens espalhados na fase. Chato isso, pois deixa o jogo excessivamente difícil e repetitivo.
8. Song Pop

Mais do Facebook do que dos celulares, Song Pop faz uma disputa de qual é a música entre os amigos. O esquema de desafios lembra bastante o Draw Something, mas ouvir música é muito mais popular que desenhar. Enjoa rápido por não ter uma evolução na passagem das rodadas. O placar é zerado de semana em semana, e a compra de novas listas de música são vagarosas para quem não abre a carteira.
7. Dungeon Hunter 3

RPGs parecem um bom gênero para serem explorados nos smartphones, já que a jogabilidade aqui não exige muito dos dedos. A série Dungeon Hunter é o genérico de Diablo da Gameloft e é bom de jogar no tablet – na telinha do celular a coisa é mais penosa.
Eu ficaria de olho nesse gênero. A toda poderosa Square-Enix lançou um remake de Final Fantasy III, clássico do NES, com gráficos melhorados para smartphones. Não joguei essa nova versão (quase R$ 40 na Google Play, vsf), mas tenho boas lembranças do game de 8 bits. Se fizer sucesso, tem um monte de jogos da era 8/16 bits candidatíssimos a fazer sucesso nas telinhas.
6. Monster Cube

Eu ia pôr Bubble Shoot nessa lista, mas fui positivamente surpreendido por esta joia da empresa brasileira Monster Juice. O objetivo deste jogo é encaixar 3 peças da mesma cor juntas, fazendo assim elas desaparecerem no cubo 3D. A precisão do toque e a rapidez com que os comandos respondem fazem desse game um candidato a hit das lojas virtuais.
Monster Cube lembra o Tetrisphere do Nintendo 64, mas com uma interface bem mais amigável, com cubos com cara de monstrinhos fofos. O game conta ainda com um esquema de missões, que por sua vez liberam bônus para pontuar mais no jogo. Porém, na versão gratuita são poucas tarefas – o jogo completo custa US$ 0,99, bem justo até. Uma mancada de Monster Cube é que ele posta atualizações no seu Facebook se o jogador quiser comparar resultados com os seus amigos.
O gênero de puzzles também não demanda comandos complexos, embora o clássico dos clássicos Tetris não tenha tido lá uma grande adaptação para celulares. Além de Monster Cube e Bubble Shot, tem Bejeweled, que é mais paradão, mas tem seu público.
Encerramos por aqui hoje porque este post já está longo e eu ainda não tive tempo de completar a lista. Amanhã, vemos do 5º ao 1º lugar.
Atualização (30/07/12): O amanhã já chegou aqui.









