
Para o morador de rua que se veste como homem da lei, um juiz deve exercer o cargo por amor e não só por dinheiro.
“O juiz tem que corrigir os erros e fazer acontecer a justiça.”
Quem tiver a felicidade de conversar com Luís Pio Júnior, 47 anos, que vive no calçadão da Faculdade de Direito da USP, vai gostar. Será levado a uma profunda reflexão sobre política, corrupção e justiça.
Ele tem tiradas inteligentes. É um personagem que já entrou para a história do sofrimento das ruas de São Paulo.
O mineiro da região de Governador Valadares tem o rosto marcado pela poluição do tempo.
Em entrevista a um portal de notícias, por telefone, criticou político que se dá nota 10 quando merece no máximo 5 ou 6. “Essa gente não tem desconfiômetro”, adverte.
“Estão querendo acabar até com boca de rango! Como se isso você resolver o problema da cidade”, diz, indignado.
Luís conta que uma turista americana confundiu a Faculdade de Direito com albergue de necessitados. Informada que o prédio tratava-se da Faculdade de Direito mais importante do Brasil, exclamou: “Oh!”
O morador de rua perguntou à gari que limpava o local: “Quanto ganha o Kassab?” A gari respondeu: “Não tenho certeza, parece que é mais de 20 mil.”
Ao invés de só gastar milhões em marketing (imagem) e consultorias de todos os tipos, os políticos deveriam ouvir os moradores de rua e pessoas simples da periferia para compreender melhor a cidade.



















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