Acabou a WWDC 2012, o congresso da Apple com desenvolvedores de softwares, e não surgiu nenhuma grande notícia para os games, conforme estimou um blogueiro picareta.
Testei um novo iPad (aka 3) com alguns jogos no final de semana. Fiquei com a impressão de que só falta um Joystick para a Apple ter a plataforma mais interessante do mundo dos games.
A empresa já conta com um sistema de prêmios integrados, o Gamecenter. Com a tecnologia na nuvem, os jogos salvos estão facinhos de acessar e guardar o progresso. Um tapinha na AirPlay e pronto, já dá para fazer disputas multijogadores. O iPad tem mobilidade e é parrudo o suficiente para encarar jogos complexos – se levar em conta a resolução da tela, pode ser até a MELHOR plataforma.
O que falta para dominar o mercado? Melhorar a jogabilidade. Joguei seis jogos da Gameloft, a empresa que mais investe em jogos que vão além do arremesso de pássaros com estilingue. Eis o que achei deles.
Três deles nem podem ser considerados games hardcore. Ice Age, Fashion Icon e MIB 3 seguem aquela mecânica de administrar vários elementos ao mesmo tempo, tipo mistura de Farmville com The Sims e aqueles jogos de browser por turno (Orion’s Belt, por exemplo).
Não consegui gostar de nenhum game desse gênero ainda. São todos gratuitos, mas sempre tem um elemento capaz de facilitar o jogo mais raro de se encontrar – no MIB 3 é o tal T Pulse. Aí para ter mais desses, o jogador precisa pagar.
Essa lógica chata contamina grandes jogos mobile e sociais, como o Song Pop, uma espécie de qual é a música que você joga com amigos que virou febre no Facebook. Quem está disposto a investir MESMO no game, pode pagar para eliminar duas opções entre as quatro alternativas. Ou ainda adicionar uma lista de músicas na hora de desafiar os amigos.
A mera possibilidade de estar disputando com alguém que tem uma clara vantagem me incomoda. O pico desse hype, passou, ufa. Mas a gente tava falando dos jogos para iPad 3, né?
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Outros dois que testei foram de tiros em primeira pessoa (FPS), Nova 3 (que parece Halo) e Modern Combat (que parece Call of Duty).
Gráficos bons, história interessante, trilha ok, preço justo. Problema: falta um joystick. Lembrando que esse gênero é um dos que mais pedem um controle calibrado. Só com Halo que a indústria de jogos eletrônicos acertou o passo. Antes disso, era só com teclado e mouse e fim de conversa.
A mesma crítica se pode dizer do Asphalt 6 (que parece Need for Speed), game de corrida onde a jogabilidade não é tão prejudicada pela tela – o carro está sempre acelerando, toque dos lados para virar, tem um botão de freio e outro de nitro. Isso resulta numa posição incômoda dos dedos, mas dá para gastar 30 minutos tranquilo nesse jogo, que foi otimizado para a super resolução Retina do iPad. Por razões óbvias, não tem opção de câmbio manual.
Os exemplos de bons jogos que acabam tendo seu desepenho comprometido pela falta de joystick são inúmeros – Sonic & SEGA All-Stars Racing, Spider Man Total Mayhem, etc. Alguns deles dão a opção para controlar com o sensor de movimento do iPad – para virar no jogo de corrida, gire o aparelho. Nem precisa explicar porque ficar balançando a tela prejudica a jogatina, né?
Levando em conta que a Apple deixou bem claro que os games são prioridade no novo iPad, não entendo porque Tim Cook não paga uma Coca e um sanduíche para um designer bolar uma capa-joystick para o aparelho.
Conheço bem a tentativa fracassada do celular Xperia Play, da Sony Ericsson (que não é um aparelho ruim, diga-se). Mas levando em conta que a Nintendo está baseando toda a sua estratégia no Wii U, um tablet feioso com botões físicos e torre direcional, basta um acessório para que a Apple empate com a dona do Mario. Como falei no post anterior, há espaço no mercado de videogames para mais uma empresa.
E olha que já há tentativas…
…horrorosas, mas há.









![[E3 2012] Há espaço na indústria dos games](http://www.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2012/06/DSC01106_21767_640screen-150x150.jpg)







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