[Virada Cultural] A gente quer inteiro e não pela metade

Trilha para este post 

A mais festejada inovação da Virada Cultural de São Paulo deste ano foram as barraquinhas de chefs consagrados vendendo comida de rua.

Ótima ideia dos organizadores. É um forma de avalizar a comida de rua, que é tão brasileira quanto nossos buffets por quilo.

Um nojentinho de um país desenvolvido poderia torcer o nariz impinado por “não ser higiênico”. Um brasileiro responderia “o que não mata engorda” e mataria um pastel de feira em instantes.

A gente quer comida boa e gastar pouco. Dispensamos sem pudores as toalhas finas e as mesas de madeira. Comemos de pé ou apoiados no mostrador de vidro dos pés-sujos sem grilo. Amigo restaurateur, abra uma barraquinha em frente ao seu estabelecimento sem nenhum fru-fru para ver filas dignas de lançamento da Apple.

Tudo muito bom no papel, mas com o caos visto na Feira Gastronômica da Madrugada – espécie de preview do que rolaria na Virada Cultural – é claro que algo daria errado.
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Entre os pratos da Virada Cultural 2012, a galinhada Alex Atala, recém eleito o 4º melhor chef do mundo pela revista britânica Restaurant, era o mais incensado. Foi anunciado que apenas (e apenas cabe aqui) 500 pessoas seriam atendidas.

“A galinhada passou de prato trivial paulistano a tesouro imensurável do apocalipse, ou a simples salvação do humilde paladar que nunca esteve ou talvez não pisará tão cedo no piso über-chique do restaurante D.O.M”, descreveu o Jezebel Brasil. Dá só uma olhada na aglomeração:

A fila começou a se formar horas antes da distribuição dos pratos. Quando os trabalhos foram aberto, foi um caos. Atala chegou a ser vaiado.

E quem foi atendido não ficou necessariamente contente com o que recebeu. Dá só uma olhada no que a Vanessa Cardo, que não conseguiu senha, postou no Twitter:

Nhami.

Horas depois, passei pelo Minhocão. Nada de comida. Barracas fechadas e frustração para quem achava que ia comer feito rei no centro desolado de SP.

Desnecessário ver um terceiro fiasco para entender que a fórmula é até boa. Só falta começar a fazer direito.
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Aproveito a deixa para registrar que do meu ponto de vista, a Virada foi bem mais civilizada do que no ano passado. Tinha um bom espaço para assistir até o show do Man or Astro-man?, uma das bandas mais aguardadas nesse evento.

Oh wait, Man or Astro-Man como uma das principais atrações? Isso explica muita coisa.

CONTEÚDO DE:
arte, cidade

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