Por Fred Costa

No próximo dia 10 de Junho será realizada na capital paulista a 16º Parada LGBT. Eventos semelhantes irão acontecer ao longo deste mês em 38 cidades no Brasil, sendo 20 delas no estado de São Paulo incluindo a Capital. O evento em São Paulo já é considerado o segundo maior evento que atrai turistas internacionais no país atrás apenas do Carnaval Carioca.
Esse fenômeno de massa metropolitano reúne aspectos importantes de cultura, entretenimento e política que juntos formam uma estratégia muito bem sucedida de ampliação dos debates relacionados à diversidade sexual no país.
Mas nesse Mês do Orgulho LGBT, os entusiastas terão uma opção diferente. Um Picnic QUEER. Ou melhor. O PicQUEERnic.
O picQUEERnic é o evento que reúne a comunidade dos QUEER NERDS. A QN, como é conhecida, é fruto das redes sociais, teve início do Orkut e agora já têm comunidades, grupos e fan pages no Twitter, Facebook entre outros blogs.
Para quem não sabe, QUEER é um termo americano quase equivalente ao nosso LGBT. É um termo que serve de adjetivo para alguma coisa que é feito pelo público LGBT ou para ele. Diferente do original Brasileiro GLS que procurava reunir numa sigla categorias de adeptos da diversidade sexual, a tradução do termo QUEER seria algo como estranho ou bizarro, que antes servia de insulto e que foi apropriado pelos gays como marca positiva de identidade.
A ideia é basicamente reunir usuários que se consideram Nerds e Queers além de possíveis usuários que se interessem pelo conteúdo do grupo. De resto, não são muitas as diferenças dos demais grupos e comunidades virtuais. O diferencial mesmo é a organização e o ritmo que tem funcionado. E essas coisas não se fazem com aplicativos atualizados. Os picQUEERnics costumam acontecer aproximadamente a cada 3 meses, sem periodicidade pré-definida. Parte da iniciativa de membros mais antigos e moderadores e reúne mais ou menos adeptos dependendo mais de condições climáticas, por exemplo, do que qualquer outro fator organizacional.
É um movimento importante de dentro para fora, de algo que nasce dentro da rede virtual de computadores e se esparrama pelos gramados do Ibirapuera e nem por isso com menos tecnologias ou menos diversão. Cada um deve levar algo para comer e servir os demais além de sua própria parafernália nerd: Portáteis, smarthphones, jogos de cartas, de tabuleiro, dados, quadrinhos, livros…
As atividades durante o PicQUEERnic dependem da iniciativa e do ânimos dos próprios participantes. Nada é pautado pela organização. Se alguém trouxer jogos – e isso sempre acontece – vão se formando os grupos. Se chover, a marquise acolhe todo mundo. Se não quiser jogar, sempre vai sobrar alguém para bater um papo. É um picnic.
Tudo é bastante diferente do que se vê no mainstream gay paulistano e revela a real diversidade dos grupos LGBT. Na Parada predomina uma imagem homogenia que pode ser incomodo, mas que podemos compreender como necessária para a unificação dos ideias.
O PicQUEERnic é um ótimo e peculiar evento para se conhecer.
Existe um cuidado para que ele seja agradável para quem quiser conhecer, sem necessariamente pertencer ao perfil.
É gratuito e procura aproveitar um dos poucos locais privilegiados e generosos de liberdade pública em São Paulo.
Você só tem que levar algo bom para comer e provavelmente vai encontrar outras opções muito boas lá.
A cultura pop e nerd já tem conteúdos dos melhores produzidos e reconhecidos no mundo e é muito divertida.
É uma maneira muito gostosa e eficiente que a comunidade encontrou para concretizar e fortalecer os encontros entre os membros além do mundo virtual.
E você ainda pode descolar um encontro.












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