Duas lixeiras e um buraco em cena
O Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, ganhou dezenas de lixeiras plásticas, que vão substituir as lixeiras-poste. Na falta de lixeira a população recorria à abertura de fiação dos postes para jogar o lixo. Os garis lembram que retirar o lixo de dentro dos postes é obrigação da Eletropaulo.
Talvez um dia surja um inventor de lixeiras duráveis, compatíveis com a realidade social e cultural da cidade. A lixeira atual é desperdício de dinheiro,além de frágil ,queima facilmente com bitucas de cigarros. Lixeiras – bituqueiras deveriam ser instaladas nas vias de grande circulação de pedestres.
A cidadania foi queimada viva dentro de mim
O lado ardente do lixo também está em chamas na Cracolândia. Na Avenida Duque de Caxias com a Barão de Limeira tem uma lixeira que – vista por dentro – é igual a uma cratera de furacão ou forno de carvão de árvores derrubadas na Amazônia.

Em frente à Estação da Luz – na rua General Couto de Magalhães – existe mais uma que transmite algo. A cidadania foi queimada viva dentro de mim.
Lixeiras Copa do Mundo
Os garis do Capão Redondo, Zona Sul, elegeram a Estrada de Itapecerica como a via mais suja do bairro. Ao longo da via não é encontrado uma única lixeira, nas praças idem. Os varredores acham que a periferia deveria receber do prefeito o mesmo tratamento que vem tendo o centro e áreas nobres. Pedem que as “lixeiras copa do mundo” – colocadas em massa na região central da cidade sejam levadas também para os bairros periféricos. Ainda acreditam que a varrição mecanizada em vias movimentadas – como a imunda Marginal Pinheiros – melhoraria a limpeza e evitaria acidentes envolvendo garis.



























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