Sacolões e sacolinhas: parabéns, São Paulo

Uma série de “sacolões” como o da foto acima estão espalhados por São Paulo para lembrar que a partir de hoje, aniversário da cidade, os supermercados deixam de fornecer as tradicionais sacolinhas plásticas.

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Hélio Schwartsman aponta que isso beneficia as redes de supermercados, que deixam de ter que fornecer esse produto, e trazem poucos benefícios ambientais.

O fim de sacolas plásticas em supermercados paulistas é um ótimo negócio para redes varejistas, uma conveniente cortina de fumaça para o poder público, um leve golpe contra o bolso do consumidor e uma medida de impacto provavelmente baixo para o planeta.

Discordo e conto o porquê com uma historieta cotidiana. Dia desses, depois de almoçar, lembrei que tinha umas coisas para comprar no super.

Estava sem ecobag ou sacola nenhuma. Se fosse depois de 25 de janeiro, deixaria de comprar. Acho que muitos consumidores impulsivos (como eu) podem acabar abandonando a compra ao se depararem com a obrigatoriedade de ter que adquirir uma sacola.

Quanto ao ganho ambiental, concordo que numa escala planetária vai ser pouco.

Mas comemoro cada avanço.

Além disso, numa escala municipal, cansei de ver uma (e apenas uma) sacola de supermercado tampando a boca de bueiros durante chuvas, contribuindo para a formação de hidrovias na capital paulista.

Um pequeno presente para esta cidade que merece muito mais. Mas já é melhor que nada.

CONTEÚDO DE:
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