Perdi meu celular em Brasília.
Sim, aquele Nokia X-6 que tanto critiquei (porque me afeiçoei) está em algum lugar do Distrito Federal longe de meu alcance.
Aí fiquei ingenuamente esperando aquele celular que me foi prometido após a vitória de um concurso.No final, não mandaram nada. Também nem vale a pena cobrar muito. A LG está passando por uma crise braba.Mas o que importa é que fiquei cerca de 20 dias sem celular. O que mudou nesse tempo?
1) Ouvi menos música: celular roubou a função dos tocadores de MP3 do começo da década passada e do rádio antes disso. Para ouvir música no cotidiano, não tem melhor.
2) Tirei menos fotos: O mesmo do tocador de MP3 pode se aplicar a uma câmera fotográfica. Ainda mais para mim, que sou fã de postar fotinhos no Flickr.
3) Dificuldade para pegar táxi: as cooperativas de táxi em São Paulo pedem que você dê um telefone. Quando disse que não tinha e estava ligando do telefone público do aeroporto, deu tilt na cabecinha da moça que agendava meu táxi. Tive que fazer um arranjo com uma terceira pessoa, que tinha celular, para conseguir um táxi.
4) Pessoas usam outras formas de contato: telefone é eficiente como poucos, mas caríssimo. Tenho e-mail, perfil em tudo quanto é rede social… as pessoas me achavam. Não houve nenhuma situação mega-urgente nesse meio tempo. Isso me lembra que logo que os celulares começaram a se popularizar, tinha a impressão de que todos viraram médicos de emergências, com inúmeros pacientes terminais que poderiam ligar a qualquer minuto. Mas não é bem assim.
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Para o bem ou para o mal, 20 dias foram suficiente.













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