O movimento sem pauta Acampa Sampa, que mudou para Ocupa Sampa – após crise existencial – e pensamentos poéticos divagados na utopia do tempo. Um ativista cogita a ideia do movimento entrar de cabeça nas causas supremas de Paulo Coelho e padre Marcelo Rossi.
O amor que o Ocupa Sampa pede está distante de acontecer. Se depender do projeto “Cidade Ideal” , do prefeito Gilberto Kassab, só daqui a quarenta anos. Até lá, crianças de rua, como as que montaram um acampamento paralelo no Ocupa Sampa terão entre 50 a 60 anos (se não tiverem morrido). Muitas ainda estarão vivendo na rua.
As crianças – mais de dez – se aglomeram embaixo do Viaduto do Chá , sob dois barraquinhos que ergueram com restos de madeira e plástico, proporcionando um triste contraste no acampamento dos jovens indignados, na sua grande maioria brancos, desempregados e semi-empregados, que gritam contra o sistema. A jornalista Diana Pellegrini, 27, mora no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, atua em assuntos da educação e está acampada com a filha Madalena, de 1 ano , e seu companheiro. Se os acampados, de bochechas nutridas, chamam a atenção pelo idealismo, a boa recepção, solidariedade entre si – , pelas barracas de camping estilosas e principalmente pelo esforço em serem compreendidos na busca de um mundo melhor, as crianças de rua chamam a atenção pelos seus olhares marcantes. Elas são arredias, desconfiadas; talvez nunca tiveram carinho e amor materno ,calçaram o tênis dos sonhos – algumas andam de chinelinhos – nunca tiveram brinquedos em datas especiais,um dinheirinho dado pelo pai ou a mãe para comprar um sorvete.
Na tarde de quinta-feira (3), para sustentar o vício, o grupo planejava uma ação na rua Augusta. As crianças não só dividem entre elas o alimento que ganham como dividem a cola, a maconha, outros tipos de droga e produtos de furtos: creme de cabelo, chocolate e outras insignificâncias. Uma garota de 12 anos foi convidada para interpretar o quadro “revolução do amor” pendurado no viaduto. Soletrou e disse: “Não quer dizer nada, é apenas um quadro na parede”. Perguntada o que seria revolução do amor para ela , respondeu: “Uma bicicleta para mim e uma casa para a minha mãe”.
João, 13 anos: “Se eu disser meu nome verdadeiro, o que vai mudar na minha vida?”.
Jorge Amado chamaria as crianças desamadas do Vale do Anhangabaú de “Novos Capitães da Areia”.
Quem são os candidatos à Prefeitura de São Paulo verdadeiramente preocupados e comprometidos com a questão criança de rua? Qual a solução do prefeito Gilberto Kassab e do governador Geraldo Alckmin para as crianças que ‘aterrorizam’ a cidade? O assunto criança de rua é prioridade na agenda da presidente Dilma Rousseff com seus ministros?





















![O fim do Ocupa Sampa [a droga venceu o amor]](http://www.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2011/11/100_9991-150x150.jpg)


![Honestidade apagada [Acampa Sampa]](http://www.trilhosurbanos.com/wp-content/uploads/2011/10/100_9680-150x150.jpg)



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Conforme publiquei em resposta da matéria escrota intilulada " as drogas venceram o amor", Por favor, leia outras coisas além de Capitães de Areia para fundamentar suas críticas sobre o Ocupa Sampa. Paulo Coelho aparece pela estante da biblioteca do Ocupa da mesma forma que Marx e Mayakovsky. Cada um lê o que quer pq estamos prezando a diversidade. Sim, temos pauta. Nossa pauta é por uma Democracia real e participativa. As crianças em situação de risco figuram pelo ocupamento da mesma forma que figuram por todo o espaço urbano de São Paulo. Se preferem ficar conosco é pq se sentem seguras e protegidas ali ninguém vai incomodá-las ou agredí-las. Os únicos problemas que temos com elas se referem ao uso de tinner por elas, pq que não permitimos que elas utilizem tinner no acampamento. Porém ao serem interpeladas ao estarem usando a droga, elas saem e não há hostilidade nisso. As crianças que circulam pelo acampamento são sempre muito queridas e tratadas por todos. Nossa única restrição é em relação ao uso de intorpecentes (que ao contrário do que foi publicado na matéria anterior: é proibido o uso de bebidas e outras drogas dentro do acampamento).
Alessandra Cavagna em novembro 21, 2011 às 12:56 pm disse:
http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/acampa-…
PARA QUEM NÃO FOI AINDA NO OCUPA SAMPA: (MATÉRIA PUBLICADA NO PORTAL R7)
Movimento anticapitalista vira
ponto de visitação política em SP
Estudantes e mendigos fazem assembleias abertas no Acampa Sampa
João Varella, do R7…
…
Daia Oliver/R7
Veja outras imagensEstudantes da UFRJ escutam explicações sobre o Acampa SAmpa
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.Publicidade
..Um grupo de cerca de 40 estudantes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) veio até o Acampa Sampa na manhã desta sexta-feira (11) como parte de uma atividade acadêmica da disciplina de geografia urbana. Ouviram uma explanação sobre os porquês desse movimento, que se espalhou pelo mundo e que em São Paulo está embaixo do viaduto do Chá.
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O discurso girou em torno dos 99% de indignados contra o 1% de privilegiados. O Acampa Sampa (ou Ocupa Sampa) reúne uma série de reivindicações, a maioria típicas da esquerda.
Esse é um desdobramento do movimento norte-americano Ocupy Wall Street, que recentemente foi expulso de um parque nos Estados Unidos. O movimento conta com várias filias ao redor do mundo – no Brasil, além de São Paulo, há manifestações similares no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Natal e Campinas.
Em comum em todo o mundo há o fato de serem geralmente jovens com uma grande lista de reivindicações vivendo em barracas.
Assim como os estudantes cariocas, vários outros curiosos visitam o Acampa Sampa em busca de discussões políticas e conhecimentos sobre a(s) causa(s) da ocupação. Chegou a ser formada uma comissão de boas-vindas para os recém-chegados. No final de semana passado um grupo de estudantes de segundo grau fez uma visitação.
Mas o mais comum são curiosos solitários ou em pequenos grupos. O produtor gráfico Aureliano Sanchez, 29 anos, disse ter vindo conhecer o movimento depois da insistência de seu filho, de dez anos de idade. Sanchez preferiu vir sozinho nesta quinta-feira (10), mas prometeu trazer o pequeno neste sábado (12), dia que ele não tem aula.
Sanchez disse que esperava ver mais gente.
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Veja imagens do Ocupa Sampa
Madrugada tensa no acampamento
Energia solar é alternativa no Ocupa SP
…- Os ideais são tão puros, as demandas são tão sinceras que eu achava que ia tocar mais gente.
Cerca de 70 barracas estavam armadas no Anhangabaú nesta quinta-feira.
Diferença
O sistema de organização interno é realmente diferenciado. Capitalismo é uma ofensa grave. No Ocupa SP, não há compra e venda de nada. Há comissões para organizar as principais áreas do acampamento. Um delas toma conta da cozinha, que distribui comida a todos os manifestantes. Um cartaz deixa claro que a prioridade é para os manifestantes – o Ocupa SP não tem caráter assistencialista.
Outra diferença é quanto a participação democrática. A maioria das decisões tomadas são feitas em reuniões abertas onde qualquer um pode participar e por meio de consensos – a votação para até que todos estejam de acordo. Em média, uma decisão importante por dia é tomada após reuniões que podem levar horas.
Não há vaias. Nem aplausos. Enquanto um fala, a comunicação é feita por sinais similares aos de linguagem de libras. Quando algum ouvinte discorda, faz um “X” com os braços. Quando concorda, balança a mão.
As reuniões são conduzidas por estudantes, mas volta e meia elas são interrompidas por moradores de rua que querem falar. Diferente da democracia fora do Ocupa Sampa, eles são escutados.
Festa?
Muitos críticos ao Ocupa Sampa qualificam a manifestação como uma festa de jovens desocupados.
Desse ponto de vista de celebração, é uma festa estranha com gente esquisita e com lei seca pesada. Duas garotas de cerca de 20 anos portando latas de cerveja foram gentilmente convidadas a se retirar da ocupação. Elas obedeceram. Só o cigarro (de tabaco) está liberado.
De punks anarquistas a budistas, todas as correntes de pensamento parecem ser bem-vindas nas rodas de conversa onde propostas sociais são debatidas. As únicas restrições são vestimentas partidárias ou de empresas. O principal requisito é estar interessado
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