A calçada da Secretaria Municipal de Finanças, no centro de São Paulo, onde um morador de rua se protege do frio deitado dentro de um saco preto, na segunda-feira (14), simboliza a degradação social e política, levando em conta os últimos escândalos de corrupção envolvendo gente graúda da administração pública federal e municipal. Continue reading “Dinheiro público e abandono social” »
Bad sex and the city
Um casal se desentende. Os motivos são pesados e envolvem o diário da amiga da menina, que diz que ela tem que parar de reclamar do namorado e terminar logo com ele. O diário é descoberto e o cara, lógico, depois dessa quer terminar tudo.
Ela vai até a casa do cara, que nunca tinha ido antes, pede desculpa, diz que o diário da amiga não representava o que ela mesma pensava. Ele torce o nariz, mas cede. E vão pra cama. No que era para ser o clímax da relação em que os dois estão ali, nus e cavalgando um sobre o outro, ela tem um troço, bate a cabeça na cama de cima da beliche e diz que não, eu não quero mais ficar com você.
Historinha contada de uma amiga pra outra na faculdade? Talvez. Mas mais do que isto, o seriado Girls, nova aposta da HBO, recém-lançada nos Estados Unidos, apresenta uma nova versão da historinha, uma nova versão das amigas e, principalmente, uma nova versão do relato, do como contar aquele ataque histérico de “quero ficar com você, não quero ficar com você”.
A cena que contei mais acima aconteceu no episódio do último domingo. Foi criada pela mente de Lena Dunham, a nova garota prodígio da mídia americana. Ela tem 26 anos, é judia e seu currículo é recheado. Recheado de pequenas produções independentes, como o filme Tiny Furnitures, de 2010. Nascida em Nova York, ela usa o cenário da cidade, especialmente em Manhattan e no Brooklyn, para preencher os espaços de quatro garotas naquela fase em que a Capricho expõe na capa: “acabou a faculdade! E agora?”. Continue reading “Bad sex and the city” »
Brainwashed by Mr. Brainwash
No meu passeio pela SP Arte, ganhei muitas revistas especializadas. Achei ótimo, pois só conhecia duas (Casa Claudia Luxo e Continuum). Uma das descobertas foi a ARTE! Brasileiros e, numa rápida folheada, uma matéria me cativou. O título era “O universo eletrizante de Mr. Brainwash“. Mas, frase após frase, comecei a ficar chocada com tanta ingenuidade.
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Autoestima de gari
Os garis comemoraram seu dia, 16 de maio, ainda sob o efeito da Virada Cultural – com a autoestima lá em cima – quando ganharam, pessoalmente, parabéns do Prefeito Gilberto Kassab pela limpeza no centro de São Paulo.
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NO estrangeiro – NÃO estrangeiro
Por Juan Tellategui*
Muitas vezes as correntes de pensamento vindas das artes, das teorias das artes ou da filosofia acabam se compreendendo aos poucos por alguns setores das sociedades mais inquietos. Hoje está muito em voga incorporar à cotidianidade algumas delas, como forma de ter no estilo de vida “uma visão poética”. Um olhar “intencionado” sobre aquilo (objeto de arte) que “nos interessa”. Uma das ultimas tendências tem a ver com se sentir alheio de tudo, quer dizer, entender a cada “objeto”, seja ele animado ou inanimado, como um estrangeiro, estrangeiro de nós. Assim como também o nosso próprio corpo é alheio e estrangeiro de nós.
É uma magnífica estratégia para que cada vez mais pessoas possam ser atingidas pela inenarrável experiência de ter uma relação de interpelação com uma obra de arte, ao menos uma vez. A necessidade comunicativa, que vem incorporada no nosso DNA de humanos, é quem nos obriga, de alguma forma, a tentá-lo. Só que não nos detemos a refletir na profundeza que carrega essa imagem, a do estrangeiro, para nos aproximar à experiência.
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Street Dance tem muito o que conversar com a dança contemporânea. Recíproca é verdadeira
Gosto de street dance. Sinto uma grande simpatia por esse estilo, que surgiu no subúrbio não se sabe como nem por que, mas consegue representar e agradar as mais diversas periferias ocidentais (bom, todo o hip hop faz isso, na real). Continue reading “Street Dance tem muito o que conversar com a dança contemporânea. Recíproca é verdadeira” »
Artistas de rua querem vez e voz na Virada Cultural
Esquina famosa inspira plágio: “Alguma coisa acontece nos meus pés quando cruzo a Ipiranga com a avenida São João”. Continue reading “Artistas de rua querem vez e voz na Virada Cultural” »
SP Arte é também pra ver (não só pra comprar)
No sábado fui na 8a edição da SP Arte, no prédio da Bienal do Parque do Ibirapuera. Recomendo muito, mesmo para quem só quer ver as obras e não tem condições de adquirir nenhuma — como eu. O evento terminou ontem, mas fica a dica para as próximas edições.
As 110 galerias que expuseram na feira exibiram uma rica seleção de arte contemporânea, tanto de artistas mais desconhecidos do grande público como dos já consagrados, como Amilcar de Castro, Richard Serra, Adriana Varejão e Cildo Meirelles (só para citar alguns).
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Corrupção e lixo ['todo mundo sabe que existe muamba no lixo']
Para Gaúcho da Carroça, dono do cão Bidu, a corrupção também está no lixo. Descrente da política, culpa os governantes e o povo pela sujeira: “A corrupção é uma desgraça, começa lá em cima e termina aqui embaixo. A gente vai passando e alguém grita: Ei , chega aqui. Quer ganhar um dinheiro?” Continue reading “Corrupção e lixo ['todo mundo sabe que existe muamba no lixo']” »




